As duas perguntas que organizam tudo
Diante de rigidez ao acordar, duas perguntas quase sempre indicam o caminho: quanto tempo ela dura? e o que melhora — ficar parado ou se movimentar?
Rigidez curta (minutos)
Dura de poucos segundos a alguns minutos e passa assim que você começa o dia. Costuma ser:
- artrose (desgaste), principalmente em joelhos, mãos e coluna;
- efeito de ter ficado muito tempo na mesma posição;
- parte do envelhecimento normal da articulação.
Não vem acompanhada de inchaço quente nem de mal-estar geral.
Rigidez longa (30 a 60 minutos ou mais)
Demora a “soltar” e se repete quase todo dia. É o padrão das doenças inflamatórias:
- artrite reumatoide — mãos e punhos, geralmente dos dois lados;
- espondilite — lombar e bacia, com despertar na madrugada;
- outras artrites inflamatórias.
Costuma vir com inchaço, calor na junta e, às vezes, cansaço e sensação de gripe.
Sinais de alerta para não deixar passar
- Rigidez matinal longa há mais de seis semanas.
- Articulações visivelmente inchadas.
- Várias juntas afetadas ao mesmo tempo.
- Rigidez junto com febre, perda de peso ou olho vermelho.
- Depois dos 50 anos, rigidez intensa e de início rápido em ombros e quadris — procure logo.
Quando procurar a reumatologista
Rigidez ao acordar acima de 30 minutos que se repete; qualquer articulação inchada; rigidez que atrapalha tarefas simples como abrir uma torneira ou abotoar a roupa; ou dor e rigidez que não melhoram em algumas semanas.