Sintomas de alerta
A osteoporose em si não dói. Os sinais são indiretos:
- Perda de altura de mais de 3 a 4 centímetros ao longo dos anos.
- Postura cada vez mais curvada para a frente.
- Dor nas costas que aparece de repente, sem grande esforço — pode ser uma fratura de vértebra.
- Fratura depois de uma queda da própria altura, ou de um esbarrão leve.
Como se chega ao diagnóstico
O diagnóstico junta a avaliação clínica (idade, fraturas anteriores, fatores de risco), os exames laboratoriais — que procuram causas secundárias, como falta de vitamina D, alteração de cálcio, tireoide e rim — e a densitometria óssea (DXA), o exame de imagem que mede a densidade do osso no quadril e na coluna. O resultado vem como T-score:
- até −1: normal;
- entre −1 e −2,5: osteopenia (massa óssea baixa);
- −2,5 ou menor: osteoporose.
Além do número, usa-se a ferramenta FRAX, que estima o risco de fratura nos próximos 10 anos considerando idade, fraturas anteriores, uso de corticoide e outros fatores.
Como é o acompanhamento
- Tratar as causas secundárias que aparecerem.
- Repor vitamina D e garantir cálcio, de preferência pela alimentação.
- Medicação específica quando indicada, com acompanhamento da adesão e da tolerância.
- Exercício com carga e treino de equilíbrio, para fortalecer o osso e reduzir quedas.
- Ajustes em casa (tapete solto, iluminação, barra no banheiro) e revisão de remédios que dão tontura ou enfraquecem o osso.
- Densitometria de controle no intervalo combinado, para ver se o plano está funcionando.
Reumatologista ou outro especialista?
Osteoporose é tratada por reumatologista, endocrinologista e ginecologista. O reumatologista costuma conduzir os casos com doença inflamatória associada, uso de corticoide, ou quando há dúvida entre osteoporose e outra doença do osso. A fratura em si é cuidada pela ortopedia.