Dra. Paula Pereira · Reumatologista em Paraguaçu Paulista

Reumatologia

Osteoporose: o que a densitometria mostra e o que fazer

Na osteoporose o osso perde densidade e resistência, e uma queda simples pode causar fratura.

Costuma ser silenciosa até a primeira fratura — por isso a densitometria a partir dos 65 anos, ou antes com fatores de risco, é importante.

Tem tratamento eficaz: medicação quando indicada, vitamina D, cálcio na alimentação e exercício reduzem bastante o risco de fratura.

Sintomas de alerta

A osteoporose em si não dói. Os sinais são indiretos:

  • Perda de altura de mais de 3 a 4 centímetros ao longo dos anos.
  • Postura cada vez mais curvada para a frente.
  • Dor nas costas que aparece de repente, sem grande esforço — pode ser uma fratura de vértebra.
  • Fratura depois de uma queda da própria altura, ou de um esbarrão leve.

Como se chega ao diagnóstico

O diagnóstico junta a avaliação clínica (idade, fraturas anteriores, fatores de risco), os exames laboratoriais — que procuram causas secundárias, como falta de vitamina D, alteração de cálcio, tireoide e rim — e a densitometria óssea (DXA), o exame de imagem que mede a densidade do osso no quadril e na coluna. O resultado vem como T-score:

  • até −1: normal;
  • entre −1 e −2,5: osteopenia (massa óssea baixa);
  • −2,5 ou menor: osteoporose.

Além do número, usa-se a ferramenta FRAX, que estima o risco de fratura nos próximos 10 anos considerando idade, fraturas anteriores, uso de corticoide e outros fatores.

Como é o acompanhamento

  • Tratar as causas secundárias que aparecerem.
  • Repor vitamina D e garantir cálcio, de preferência pela alimentação.
  • Medicação específica quando indicada, com acompanhamento da adesão e da tolerância.
  • Exercício com carga e treino de equilíbrio, para fortalecer o osso e reduzir quedas.
  • Ajustes em casa (tapete solto, iluminação, barra no banheiro) e revisão de remédios que dão tontura ou enfraquecem o osso.
  • Densitometria de controle no intervalo combinado, para ver se o plano está funcionando.

Reumatologista ou outro especialista?

Osteoporose é tratada por reumatologista, endocrinologista e ginecologista. O reumatologista costuma conduzir os casos com doença inflamatória associada, uso de corticoide, ou quando há dúvida entre osteoporose e outra doença do osso. A fratura em si é cuidada pela ortopedia.

Perguntas frequentes

Osteopenia é o mesmo que osteoporose?

Não. Osteopenia é uma perda de massa óssea mais leve, um estágio antes. Nem toda osteopenia precisa de remédio — a conduta depende da sua idade e do risco de fratura calculado.

Só mulher tem osteoporose?

Não. É mais comum em mulheres depois da menopausa, mas homens também têm, principalmente acima dos 70 anos ou com uso prolongado de corticoide.

Tomar cálcio resolve?

Cálcio e vitamina D são a base, mas na osteoporose já instalada geralmente não bastam sozinhos. Eles funcionam junto com a medicação específica.

Quem faz o tratamento?

O reumatologista avalia a densitometria, calcula o risco de fratura, investiga causas secundárias e conduz o tratamento. Endocrinologista e ginecologista também atuam nessa área.

Preciso repetir a densitometria todo ano?

Geralmente não. O intervalo costuma ser de dois anos e varia conforme o resultado e o tratamento. Repetir cedo demais não mostra mudança real.

Fraturei o punho em uma queda boba. Devo investigar?

Sim. Fratura por trauma leve depois dos 50 anos é um sinal de alerta para osteoporose, mesmo quando a densitometria não está tão alterada.

Ainda com dúvida se é o seu caso?

Uma avaliação esclarece.